Terça-feira, 22 de Março de 2011

Sacudam as pétalas murchas

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Vejo-vos retidos como poetas incapazes de superar o orgulho das palavras certeiras que proferem e nos embalam há tantos anos. Gostava que, mesmo a mando de alguém, pudessem ganhar pudor e atingir alguma perfeição, mas preferem clarificar a mentira fazendo dela vida. Para entreter a razão temos senhores dotados avulsos, como flores em processo de transformação na corola. Ocupem esse lugar que deformou a paixão política para não se desviarem do resguardo dos fundos. Não estraguem tudo, têm uma mão de cores e a legitimidade de poderem ser amantes e prosperarem muito mais enquanto dormem. A vaidade da cor única para pintar os diferentes quadros não serve, a não ser que aspirem a ser os únicos idiotas que não nos deixam progredir. Experimentem descolar da ruptura política e pasmem-se com um mar de insinuações acordadas. Ajeitem de novo o terreno para leves beijos de reconhecimento não faltarão convicções para se agarrarem, firmemente, a uma boa paixão e, quem sabe, emprenhem por descuido a terra. Sacudam a arrogância e reguem o que vos resta de inteligência.
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Atento